Vale Esclarece

A Vale apoia as ações da Samarco desde o primeiro dia do acidente

Perguntas frequentes

Compartilhar: Whatsapp

Sobre o depósito de rejeitos da Vale

A Vale depositou rejeitos de suas minas acima da capacidade da Barragem de Campo Grande?

Não. Conforme documento do Plano de Ação Emergencial de Barragem da Mineração (PAEBM) (acesse aqui o documento), protocolado junto aos órgãos competentes, sua capacidade de projeto é de 23,5 Mm3 e, atualmente, a barragem ocupa um volume de 19,59 Mm3. Ou seja, a Barragem de Campo Grande não está saturada.

Compartilhar: Whatsapp
Esta atividade de transferência de rejeitos está licenciada?

A atividade de transferência de rejeitos para a Samarco está licenciada desde 1994 pela Licença de Operação Corretiva da Mina de Alegria, processo COPAM No 182/87/03/94. Esta licença foi submetida a revalidações sucessivas, conforme previsto na legislação ambiental vigente em Minas Gerais. A licença é emitida pelo COPAM (Conselho Estadual de Política Ambiental do Estado de Minas Gerais). Nessa licença ambiental, está previsto que a Vale poderia dispor a lama em novas estruturas da Samarco que viessem a ser construídas. A responsabilidade pelo licenciamento para a disposição do rejeito na Barragem de Fundão é da Samarco. Veja aqui a licença emitida.

Compartilhar: Whatsapp
Qual quantidade de rejeitos provenientes de suas minas foi depositada pela Vale em barragens da Samarco?

Em 2014, a Vale enviou para a Samarco a quantidade de 1.005.581 toneladas de rejeitos provenientes da Mina de Alegria, em Minas Gerais. Esta quantidade representa exatamente 4,4722% do volume total depositado na Barragem de Fundão entre janeiro de 2014 e dezembro de 2014. Veja aqui a Nota de Débito Financeira da Samarco.

Compartilhar: Whatsapp

Impactos ambientais

A pluma chegará ao litoral da Bahia?

Não. Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), a onda de rejeitos minerais tem chance praticamente nula de chegar ao litoral baiano. Em comunicado publicado nessa quarta-feira, 25, na página do Inema, o coordenador de monitoramento do Instituto, Eduardo Topázio, desmentiu os boatos que circulam pelas redes sociais, de que os rejeitos teriam chegado ao litoral baiano. “A distância entre o estuário (ambiente aquático onde acontece a mistura entre o rio e o mar) do Rio Doce e estes outros locais é enorme, demoraria muito a chegar aqui (na Bahia), levando em consideração a dinâmica do mar. A tendência das correntes, nesta época do ano, é ir para o sul, e a Bahia está ao norte da foz do Rio Doce”, explicou por meio de nota. Segundo o especialista, é extremamente remota a possibilidade de os rejeitos chegarem ao litoral sul da Bahia, principalmente nas praias de Itacaré, Alcobaça e Abrolhos. “Devem ser consideradas todas as condições climáticas da região, no deslocamento dos rejeitos. Na ocorrência de chuvas é natural que apareçam manchas marrons no mar, o que pode levar as pessoas a fazerem confusão com os rejeitos de minério” finalizou Topázio.

Compartilhar: Whatsapp
A recuperação do Rio Doce é possível?

Sim. A lama decorrente do rompimento da barragem se depositou quase que somente na calha do Rio Doce, depois de passar pelo rio Carmo, um de seus formadores. Os outros afluentes como os rios Piranga, Casca, Matipó, Piracicaba, Santo Antônio, Corrente, Caratinga, Suaçuí Pequeno, Suaçuí Grande, Manhuaçu e Guandu ficaram intocados e vão se encarregar de renovar a água e a vida no Rio Doce. Em artigo publicado em 18 de novembro, no site Colabora, o jornalista Agostinho Vieira afirma que, ao contrário do que tem circulado nas redes sociais, o Rio Doce não está morto e pode ser recuperado. O texto cita alguns fatores que vêm provocando o assoreamento no Rio Doce há anos, como a falta de saneamento e o desmatamento na região, principalmente das matas ciliares. A reportagem finaliza dando como exemplo a recuperação do Rio Tâmisa, em Londres, que chegou a ser considerado biologicamente morto e hoje está limpo. Leia mais aqui. Diversas instituições federais e capixabas constituíram, recentemente, um grupo de governança para atuar e informar a sociedade, de forma integrada, sobre temas ligados à Bacia do Rio Doce. O primeiro conteúdo que está no ar traz informações relevantes sobre a viabilidade da água do Rio Doce, por meio do tratamento realizado com uso de floculantes naturais. Para conhecer o material, acesse www.governancapelodoce.com.br .

Compartilhar: Whatsapp
O que está sendo feito para preservar o Rio Doce?

A Samarco informou que, segundo análises realizadas em 22 de novembro, a eficiência das barreiras de contenção, instaladas nas áreas protegidas, em Regência, distrito de Linhares (ES), chegou a ser de até 80% comparadas à turbidez da água de dentro do estuário ao canal principal do rio. Para auxiliar, a Samarco contratou a Golder Associates, empresa especialista em desastres desta magnitude, que se dedicará à elaboração de planos, gestão e supervisão das ações que serão implementadas em todas as áreas impactadas ao longo do Rio Doce. A Samarco também estuda parcerias com outras instituições ambientais, como o Instituto Terra, do fotógrafo Sebastião Salgado, que tem atuação voltada para a recuperação ambiental de mananciais ao longo do rio.

Compartilhar: Whatsapp
O rejeito das barragens é tóxico?

Não. O rejeito presente nas barragens é inerte, ou seja, não contém componentes tóxicos. Ele é composto, em sua maior parte, por sílica (areia) proveniente do beneficiamento do minério de ferro e não apresenta nenhum elemento químico danoso à saúde. O resultado das análises solicitadas pela Samarco à SGSGeosol Laboratórios, empresa especializada em análises ambientais e geoquímicas de solos, atesta que o rejeito proveniente da barragem de Fundão não oferece perigo às pessoas ou ao meio ambiente. As amostras foram coletadas no dia 8 de novembro próximo a Bento Rodrigues, Monsenhor Horta, Pedras, Barretos e Barra Longa, em Minas Gerais, e analisadas segundo a norma brasileira ABNT NBR 10004:2004. Estes locais foram definidos para a coleta por serem os mais próximos ao acidente e, portanto, as amostras representam melhor o material que estava depositado na barragem. Após as análises, o rejeito nesses locais foi classificado como não perigoso. Isto significa que o material analisado não apresenta periculosidade às pessoas e ao meio ambiente, tendo em vista que não disponibiliza contaminantes para a água, mesmo em condições de exposição a chuvas.

Compartilhar: Whatsapp
Por que a pluma está sendo direcionada para o mar?

De acordo com a Samarco, tratam-se de as providências definidas pelo Ministério Público, Iema, Projeto Tamar e Instituto Chico Mendes. Os órgãos recomendaram que a pluma de turbidez seja direcionada para o mar, com o objetivo de proteger a fauna e flora na foz do Rio Doce. Segundo os especialistas, a diluição do material será mais rápida em função do volume de água, ao contrário do que aconteceria se ele ficasse estacionado no estuário. Saiba mais no site da Samarco.

Compartilhar: Whatsapp

Ações futuras

Quais são os planos da Vale para a reconstrução da área atingida?

A Vale e a BHP Billiton anunciaram em 27 de novembro a criação de um fundo voluntário e sem fins lucrativos, com a Samarco, para resgatar e recuperar o Rio Doce e seus afluentes, afetados pelo acidente. O fundo será capitalizado, inicialmente, com recursos da Vale da BHP. A intenção é buscar apoio financeiro adicional de outras instituições privadas, públicas e ONGs. O valor inicial está em fase de definição. O objetivo, porém, é que os recursos permitam o funcionamento do fundo por um período de longo prazo. Adicionalmente, a Vale apoia um fundo emergencial de R$ 1 bilhão anunciado ontem pela Samarco e os Ministérios Público Federal e de Minas Gerais. O Termo de Compromisso Preliminar, que prevê a destinação dos recursos, visa garantir o custeio de medidas preventivas emergenciais, mitigatórias, reparadoras ou compensatórias, sejam ambientais ou sociais, decorrentes do acidente ocorrido na barragem de Fundão, no último dia 5. No Espírito Santo, também foi anunciado um Termo de Compromisso Sociambiental (TCSA) entre a Samarco e os Ministérios Públicos Federal, do Espírito Santo e do Trabalho, que vista estabelecer ações nos municípios de Baixo Guandu, Colatina, Linhares e Marilândia para prevenir e mitigar os impactos socioambientais decorrentes do acidente.

Compartilhar: Whatsapp

Sobre barragens

A Vale tomou alguma providência em suas barragens após a ocorrência em Mariana? Quais medidas foram adotadas?

A Vale fez uma verificação detalhada das condições estruturais de todas as suas barragens. Nenhuma alteração foi detectada nas inspeções realizadas. Os seguintes componentes foram verificados: acessos, reservatórios, cristas, bermas, taludes, drenagem superficial, sistema de drenagem interna, ombreira e sistema extravasor. Dezoito profissionais de geotecnia da área de Ferrosos, além de equipes em escritórios da Vale, atuaram de forma emergencial, contribuindo para a agilidade dos resultados das inspeções.

Compartilhar: Whatsapp
As Barragens de Germano e Santarém têm risco de rompimento?

A Samarco informou, durante coletiva de imprensa realizada nessa terça-feira, 17, que as suas estruturas de barragem e de diques encontram-se estáveis. A empresa mantém uma sala de controle, com empregados monitorando as barragens durante 24 horas por dia. Inspeções diárias são realizadas pela equipe técnica da empresa. Na unidade de Germano, em Mariana (MG), o fator atual de segurança do dique de Selinha é de 1,22. Isso significa que ele está 22% acima do equilíbrio mínimo, que é de 1,0. No caso de Santarém, o índice atual é de 1,37, o que significa que ele está 37% acima do ponto mínimo de equilíbrio. Estão sendo realizadas obras emergenciais para contenção e reforço, anunciadas na mesma coletiva, para aumentar o fator de segurança e reduzir os riscos nas estruturas decorrentes do acidente. A norma NBR 13028 prevê que, em uma condição normal de operação, o fator de segurança deve ser igual ou superior a 1,5, ou seja, com 50% acima do equilíbrio limite. Saiba mais no site da Samarco.

Compartilhar: Whatsapp
As estruturas têm plano de emergência em caso de rompimento? Se tiverem, o que eles preveem?

A Vale tem os Planos de Ações Emergenciais (PAEBMs) para todas as estruturas em que há exigência prevista na legislação. Os planos apresentam procedimentos de mitigação e comunicação que devem ser adotados em situação de emergência, visando à preservação da vida, da saúde, de propriedades e do meio ambiente. Os planos contêm informações gerais da barragem, definição de áreas afetadas em uma ruptura hipotética, procedimentos preventivos e corretivos para situações de emergência, procedimentos de notificação e comunicação, incluindo sistemas de alerta e responsabilidades gerais. A Samarco informou que as comunidades impactadas pelo acidente receberam visitas de suas equipes com orientações sobre procedimentos de emergência. As pessoas foram informadas sobre a localização e o alcance das sirenes fixas instaladas nos pontos de encontro em cada localidade.

Compartilhar: Whatsapp
Como são monitoradas as barragens?

Nossas barragens passam por inspeções visuais e são monitoradas por instrumentos que dão respostas com relação ao seu comportamento estrutural. Os dados dos monitoramentos são analisados por engenheiros geotécnicos, que avaliam frequentemente se os níveis de leituras dos instrumentos estão condizentes com as condições de operação normal das estruturas.

Compartilhar: Whatsapp
Quais normas de monitoramento de barragens são seguidas e o que elas preveem?

Para o desenvolvimento de projetos de barragens, a Vale atende aos critérios da norma NBR 13028, bem como as diretrizes de projetos de organismos internacionais renomados, como o ICOLD (Comitê Internacional de Grandes Barragens). Durante a operação, a Vale atende às legislações estadual e federal. No Brasil, a Lei 12.334 de 2010 estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens e as portarias do DNPM 416/2012 e 526/2013 dispõem sobre o Plano de Segurança de Barragens (PSB) e sobre o Plano de Ações de Emergenciais (PAEBM), respectivamente. Em Minas Gerais, a Vale atende às deliberações normativas 62/2002 e 87/2005, que dispõem sobre critérios de classificação das barragens, bem como sobre os requisitos de gestão de segurança.

Compartilhar: Whatsapp

Abastecimento de água

Como está sendo resolvido o problema de abastecimento de água nas cidades atingidas?

A Samarco informou que está trabalhando com a Prefeitura Municipal de Colatina (ES) para restabelecer a captação de água na cidade. Dentre as iniciativas, a empresa ofereceu como alternativa para o tratamento da água a utilização do TANFLOC SG, um floculante natural, extraído da casca do vegetal Acácia Negra, que não agride a natureza. Desde a terça-feira, 24 de novembro, o abastecimento de água no município está sendo restabelecido de forma gradativa. A previsão é de que, nos próximos dias, o fornecimento seja normalizado em toda a cidade. Adicionalmente, a Samarco concluiu, juntamente com o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e a Prefeitura de Baixo Guandu (ES), o projeto das Adutoras para Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rio Guandu. Três adutoras foram instaladas no local, de forma preventiva, para possibilitar que o fornecimento de água à cidade não seja interrompido. Os testes na nova ETA foram finalizados em 15 de novembro e aprovados pela SAAE.

Compartilhar: Whatsapp
Há previsão para o abastecimento de água ser normalizado?

Sim. A Samarco informou que o abastecimento de água no município de Governador Valadares, em Minas Gerais, começou a voltar ao normal a partir de 16 de novembro. Um laudo emitido pela Copasa comprovou que a água do Rio Doce, onde a cidade faz a captação, tem grau de potabilidade assegurado, ou seja, ela pode ser tratada. Além das três estações de tratamento que atendem a cidade, a Samarco irá disponibilizar uma estação móvel para auxiliar no tratamento e reabastecimento. Antes de ser tratado, o recurso hídrico vai passar por um processo que acelera a decantação para separar os resíduos e o retorno do abastecimento ocorrerá de forma gradativa. Além disso, duas obras de captação alternativa serão realizadas em Valadares, uma no rio Suaçuí Pequeno e outra no Suaçuí Grande, com o objetivo de prevenir a cidade de eventuais interrupções decorrentes do acidente das barragens.

Compartilhar: Whatsapp
Quantos litros de água a Vale disponibilizou até agora?

Até 18 de novembro, disponibilizamos 2,2 milhões de litros de água mineral, para atender a população dos municípios afetados pela contaminação do Rio Doce. Ao todo, a Vale comprou 14,5 milhões de litros de água mineral, que estão sendo entregues por fornecedores contratados. Além da água mineral, 600 mil litros de água potável foram enviados em caixas d’água lacradas, transportadas pela Estrada de Ferro Vitória a Minas. Saiba mais aqui

Compartilhar: Whatsapp

Apoio à Samarco

A Vale disponibilizou equipe para auxílio nas ações?

Cerca de 100 empregados estão diretamente envolvidos nas ações. As equipes ajudaram a Samarco na arrecadação de materiais necessários para os primeiros atendimentos aos desabrigados, além do cadastramento e da identificação de alojamentos na região. Médicos, enfermeiros, assistentes sociais e empregados estão dedicados 24 horas no atendimento às vítimas. O Centro de Saúde da Mina de Alegria, que pertence à Vale e fica próximo ao local do acidente, também está disponível em tempo integral.

Compartilhar: Whatsapp
Como está sendo feito o resgate de animais?

A Samarco informou que, desde 5 de novembro, data do acidente com a barragem em Mariana (MG), já foram resgatados 250 animais em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Todos esses animais já receberam atendimento médico veterinário e alimentação. Os recursos disponibilizados vêm permitindo a realização de diversas ações, entre elas, a contratação de médicos veterinários e bombeiros civis, um galpão com hospital de campanha para todos os animais e a locação de transportes necessários ao resgate, além de todos os suprimentos necessários para garantir a qualidade de vida desses animais. Saiba mais no site da Samarco.

De que maneira a Vale tem agido para apoiar a Samarco com o acidente?

Como acionista da Samarco, juntamente com a BHP Billiton, a Vale tem atuado ativamente nas ações para garantir a integridade das pessoas afetadas pelo acidente. Desde o primeiro dia, disponibilizamos recursos humanos e materiais para auxiliar a Samarco nos trabalhos de resgate e remoção dos locais de riscos dos desabrigados pelo acidente. Três pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale de Belém (PA), com experiência em monitoramento e áreas costeiras, foram acionados para integrar a equipe da Samarco. Eles estão realizando um trabalho de monitoramento em área próxima à foz do Rio Doce.

Compartilhar: Whatsapp
Há risco de enchentes nas cidades localizadas às margens do Rio Doce?

A Samarco informou que, segundo relatório divulgado em 14 de novembro, pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Serviço Geológico do Brasil, a pluma de turbidez não irá causar enchentes nos municípios do Espírito Santo localizados às margens do Rio Doce. A entidade está monitorando 24 horas, em tempo real, a calha do rio para acompanhar o deslocamento da pluma que, neste sábado, se deslocava com baixa velocidade na cidade de Resplendor (MG). Saiba mais no site da Samarco.

Compartilhar: Whatsapp
O diretor-presidente da Vale esteve no local do acidente?

Sim. Logo no sábado, 7/11, Murilo Ferreira sobrevoou a área do acidente e esteve reunido com o presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, e líderes da Vale em MG. Na quarta-feira, 11/11, Murilo esteve novamente em Mariana, junto com o presidente da BHP Billiton, Andrew Mackenzie. Na ocasião os três executivos fizeram uma coletiva de imprensa.

Compartilhar: Whatsapp
O que a Vale forneceu para apoio à Samarco?

Foram cedidos helicópteros e 30 mil litros de combustível aeronáutico, utilizados nas ações de resgate às vítimas nos distritos impactados, assim como três carros e duas ambulâncias. Um heliponto na Mina de Alegria foi liberado para as equipes de resgate. Seis especialistas em trekking da Vale também estão ajudando nas ações, assim como técnicos de prevenção e controle de perdas. Cinco caminhões fora de estrada (utilizados nas operações de mina), uma pá carregadeira e um trator estão fazendo o trabalho de enrocamento do dique da barragem, que se rompeu. Um técnico da Vale, especialista em barragens, além de outros dois engenheiros geotécnicos, estão em tempo integral na Samarco à disposição da empresa. Logo nos primeiros dias, a Vale ficou responsável pelo fornecimento de água mineral para a “Arena Mariana”, local onde inicialmente os desabrigados foram acolhidos antes de serem acomodados em hotéis na cidade. A Vale montou no município de Acaiaca, a 5 quilômetros de Barra Longa, um dos distritos de Mariana afetados pela lama, um sistema de captação de água, com bomba, gerador e tubulação dedicados para alimentar dois caminhões-pipa. Eles realizam, ininterruptamente, o transporte de água para a limpeza daquela localidade. Também em Barra Longa, foi montada uma captação de água para atender aos moradores.

Compartilhar: Whatsapp
Quando as crianças das localidades atingidas voltam às aulas?

288 crianças retornaram às aulas na região de Mariana. A Samarco informou que as crianças dos municípios de Bento Rodrigues e Paracatu retornaram às aulas em 16 de novembro. As aulas estão sendo realizadas na Escola Dom Luciano Mendes, em Mariana (MG), com material didático para alunos e professores fornecidos pela Samarco. A empresa também está oferecendo transporte fretado para todos os alunos e professores no deslocamento para a escola. Os 57 professores receberam apoio psicológico. Até o fim do ano letivo, os estudantes terão a mesma professora e a mesma distribuição de colegas por sala, para facilitar a adaptação ao novo local de aulas. Os estudantes de Barra Longa retornam às aulas em 19 de novembro.

Compartilhar: Whatsapp
Quantas pessoas foram acolhidas?

246 famílias estão alocadas em residências temporárias entregues pela Samarco à famílias atingidas pelo acidente. As casas atendem pessoas de Bento Rodrigues, Paracatu e outros distritos de Mariana, além de moradores do município de Barra Longa. As novas casas são equipadas com móveis, eletrodomésticos, utensílios e enxoval. Antes da mudança, a empresa faz uma compra de itens como alimentos, hortifrúti, produtos de limpeza, de higiene pessoal e água potável para a família. As demais famílias atingidas estão alocadas em hotéis e pousadas da região. A previsão é que, até o Natal, todas as famílias estejam acomodadas em casas alugadas.

Compartilhar: Whatsapp

Impactos operacionais

A Vale terá sua produção impactada por conta do acidente?

A produção da Vale em Fábrica Nova / Timbopeba, no Sistema Sudeste, poderá ser negativamente impactada em 3 milhões de toneladas em 2015 e 9 milhões de toneladas em 2016. As estimativas são preliminares e poderão ser alteradas à medida que novas alternativas operacionais sejam confirmadas.

Compartilhar: Whatsapp
A Vale vai diminuir sua meta de produção prevista para 2015?

Não. A Vale não fez qualquer alteração na sua previsão de produção anual, que é de 340 milhões de toneladas para 2015.

Compartilhar: Whatsapp